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Segurança Pública

Família acredita que diarista morreu tentando salvar vida da patroa

Tiago Souza | Publicado em:

Lucas Alvarenga

 





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“As palavras dela estão me fortalecendo, sempre falava que a vida está nas mãos de Deus. Não tinha medo de lutar. Estamos chocados com o que aconteceu”, essas foram as palavras da empresária Cássia Prudêncio, amiga da diarista Alice Fernandes da Silva, de 51 anos, encontrada morta na tarde desta quinta-feira (9) dentro do apartamento onde trabalhava, no bairro Flamengo, na Zona Sul do Rio. A dona do apartamento Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, também foi morta. Os corpos estavam carbonizados e degolados. 

A família da diarista chegou por volta das 8h50 no Instituto Médico Legal (IML) no Centro do Rio, para liberar o corpo. Segundo o marido dela, pelo horário já não era mais para Alice estar no apartamento onde trabalhava três vezes na semana.  

 





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“Ela tinha costume de sair tarde, mas quando os pintores iam lá trabalhar ela saía mais cedo, tanto que ela abria a porta para eles. Inclusive fazia café e comida para os pintores. Ela tinha um coração imenso”
Hilário Leite



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Familiares suspeitam que ela pode ter sido morta ao tentar ajudar a patroa. 

“Pelo que eu conheço da minha esposa, acredito que ela tentou salvar a vida da patroa”, disse Hilário.

 





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Aposentada e diarista estavam carbonizadas e degoladas em apartamento



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Alice trabalhava na casa de Martha há pelo menos 20 anos. Natural da Paraíba, no nordeste, ele veio para o Rio de Janeiro tentar melhorar a vida financeira. No início enfrentou bastante dificuldade até conseguir melhorar de vida.

 





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“Quando ela veio para o Rio, só comia pão com guaraná natural. Conseguiu lutar e juntar dinheiro para comprar o apartamento dela. Gostava de reunir a família, e por isso comprou um apartamento grande, onde funcionava a base da empresa de um de seus filhos”
Cássia Prudêncio



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A diarista deixa esposo, três filhos e netos. Ainda não foi informado data e local do sepultamento.

 





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