A jovem Layane Caroline Mendonça Gomes, de 24 anos, desaparecida desde outubro do ano passado, foi encontrada nesta terça-feira (24) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após ser reconhecida por uma moradora da região.
Segundo relatos, Layane foi localizada em um lava-jato próximo a um prédio do INSS, onde estaria vivendo. Ainda segundo informações, a jovem que tem deficiência auditiva, teria iniciado um relacionamento com o dono do estabelecimento. Pessoas que conviviam com ela no local não sabiam que se tratava de uma desaparecida.
A família ainda não esclareceu por qual motivo Layane não fez contato durante os meses em que foi considerada como desaparecida.
Os motivos do paradeiro
De acordo com moradores, a dificuldade de comunicação contribuiu para que a situação não fosse identificada. Uma testemunha afirmou que a jovem era conhecida como “Mudinha” na região e que ninguém imaginava que ela estava desaparecida.
Layane havia sumido após sair de casa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, com destino à casa de amigos na comunidade Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste. Ainda segundo informações, ela teria se envolvido em uma briga no local e sido agredida.
Após o reencontro, a mãe da jovem relatou alívio. “Eu estou muito feliz, eu estou muito agradecida. Eu passei mal, estou com as pernas tremendo, não sei mais nem o que eu vou falar, mas eu estou muito feliz. Eu sei que a minha filha está bem”, afirmou.
Tortura em vídeo
O caso ganhou repercussão nos últimos dias após a circulação de um vídeo nas redes sociais que supostamente seria Layane em uma situação de violência. As imagens, divulgadas no sábado (21), mostram uma jovem e um homem sentados, com as mãos amarradas, enquanto são ameaçados por um criminoso armado.
Durante a gravação, a mulher consegue se soltar, enquanto os suspeitos ordenam que ela não corra e apontam uma arma. O vídeo termina sem indicar o desfecho da situação. Não há confirmação sobre a data e o local em que as imagens foram registradas. A Polícia Civil ainda não esclareceu a identificação da vítima que aparece nas imagens.
Familiares acreditaram se tratar de Layane no vídeo e passaram a cobrar esclarecimentos.
Ainda segundo a família, a jovem estava com aparência diferente nas imagens. “Ela está muito magra, quase não dá para reconhecer”, relatou a irmã.
Na segunda-feira (23), a mãe de Layane esteve na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, para entregar o vídeo às autoridades.
Desaparecimento
Na época, segundo a irmã de Layane, a jovem deixou sua casa à tarde acompanhada de uma amiga também PCD, sem avisar a família. Ao chegar à residência, encontrou outras quatro pessoas presentes: duas mulheres e dois homens, todos com deficiência. Ela levou roupas, um cartão de débito com R$ 20,00 e o celular. O plano era permanecer na casa até o dia 15 de outubro.
No último dia da estadia, de acordo com a família, houve um desentendimento entre Layane e os amigos, que tentaram acessar o celular dela. Ao se recusar a entregar o aparelho, iniciou-se uma discussão que resultou em agressões entre a vítima e a amiga. Durante a briga, o celular da jovem teria sido quebrado.
A família soube do ocorrido apenas porque um dos amigos entrou em contato com um parente, informando sobre a situação.
Relatos apontaram até que traficantes teriam invadido à residência e apontado armas contra eles. Logo depois, os criminosos teriam ido embora. Os jovens, no entanto, não esclareceram o motivo da invasão.
Eles afirmaram que Layane saiu de casa chorando e assustada. Desde então, a família ficou sem notícias.