A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta quarta-feira (17), reduzir a pena de Caio Silva de Souza, condenado pela morte do cinegrafista Santiago Andrade. O profissional foi atingido por um rojão enquanto cobria uma manifestação na Central do Brasil, em 2014. Inicialmente sentenciado a 12 anos de prisão em regime fechado, Caio agora cumprirá apenas quatro anos em regime aberto.
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio manteve a absolvição de Fabio Raposo Barbosa, também acusado pela morte de Andrade. O julgamento analisou recursos do Ministério Público, que pleiteava um novo júri para Fabio, e da defesa de Caio, que buscava a mudança na tipificação do crime ou a redução da pena.
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A advogada Carolina Heringer, representante da família do cinegrafista, declarou que recorrerá da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Caio Silva de Souza e Fabio Raposo Barbosa foram inicialmente acusados de homicídio doloso qualificado por emprego de explosivo. Em dezembro do ano passado, a juíza Tula Correa de Melo absolveu Fabio e condenou Caio por lesão corporal seguida de morte.
A defesa de Caio considerou a nova decisão justa, afirmando que a pena agora é proporcional ao ocorrido. O advogado de Fabio, Wallace Martins, também aprovou a decisão, classificando-a como acertada.