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Segurança Pública

Operação contra rede clandestina de vendas de canetas emagrecedoras

Redação | Publicado em: - Atualizado 5 meses atrás

A operação também ocorre em São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal/ Foto: Shutterstock

Policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) realizam, nesta terça-feira (26), a terceira fase da Operação Mounjaro, que mira uma quadrilha investigada por comercializar medicamentos proibidos vendidos como “canetas emagrecedoras”. Entre os alvos da ação estão profissionais da área da saúde. Ao todo, os agentes cumprem 29 mandados de busca e apreensão em 24 endereços localizados nas zonas Sul, Norte e Oeste do Rio, além de municípios da Baixada Fluminense.

Até o momento, uma mulher havia sido presa em flagrante. A presa foi encontrada em um apartamento com medicamentos armazenados de forma irregular. Ela é investigada por comercializar e manipular canetas emagrecedoras clandestinamente.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em 2025, após denúncias indicarem a venda dos medicamentos fora de farmácias e drogarias autorizadas, em desacordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

As apurações apontam que os produtos eram comercializados inclusive pelas redes sociais e contavam com a participação de profissionais da saúde, além de pessoas residentes em outros estados. A operação também ocorre em São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal.

Segundo a Decon, o grupo atuava de maneira organizada e utilizava profissionais da área da saúde para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. Além dos prejuízos financeiros aos consumidores, os medicamentos ilegais não tinham garantia de procedência nem controle de qualidade.

A ação tem como objetivo apreender remédios proibidos, documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações. Os mandados são cumpridos em endereços ligados aos investigados nos bairros de Copacabana, Leblon e Ipanema, na Zona Sul; Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste; além da Região Central da capital e de imóveis em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ainda segundo a especializada, o uso das canetas sem acompanhamento médico pode provocar efeitos colaterais graves, como pancreatite aguda e contaminações bacteriológicas.

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