Skip to content

Segurança Pública

Polícia Civil faz operação contra narcomilícia que movimentou mais de R$ 25 milhões em Bangu

Redação | Publicado em:

Agentes da Draco cumprem mandados contra integrantes de narcomilícia investigada por extorsão e lavagem de dinheiro na Zona Oeste do Rio. Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira (19) uma grande operação contra uma organização criminosa que atua na região do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste da capital. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), tem como alvo a cúpula de uma narcomilícia investigada por extorsões, lavagem de dinheiro e exploração econômica de territórios dominados pelo grupo.

Ao todo, os agentes cumprem 50 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital, na Baixada Fluminense e em municípios do interior do estado. Além das diligências, a Justiça foi acionada para determinar o bloqueio de contas bancárias, bens, ativos financeiros e valores ligados aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou mais de R$ 25 milhões por meio de uma complexa rede de lavagem de dinheiro destinada a ocultar recursos obtidos por atividades ilícitas.

As apurações tiveram início a partir de denúncias envolvendo uma empresa terceirizada responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento na região do Catiri.

De acordo com os investigadores, integrantes da organização passaram a exigir pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e garantir a permanência dos trabalhadores na área.

As cobranças eram acompanhadas de ameaças e intimidações, prática frequentemente associada a grupos criminosos que exercem controle armado sobre determinados territórios. A partir da identificação das movimentações financeiras relacionadas às extorsões, os agentes iniciaram um rastreamento detalhado dos recursos arrecadados pela organização.

Durante a investigação, a Draco descobriu uma estrutura financeira considerada sofisticada para ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente.

A análise bancária revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, além do uso de contas de terceiros, empresas formalmente constituídas e operações financeiras destinadas a dificultar o rastreamento dos recursos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contas de passagem, fragmentação de transferências e circulação rápida de dinheiro entre pessoas físicas e jurídicas para conferir aparência de legalidade às movimentações.

As investigações apontam que a estrutura financeira era essencial para manter o funcionamento da organização e garantir a continuidade das atividades criminosas. Os agentes identificaram uma estrutura hierarquizada dentro da organização.

De acordo com as apurações, o grupo possuía um núcleo de comando responsável pelas decisões estratégicas e pelo controle territorial da região dominada. Paralelamente, havia um núcleo financeiro encarregado de receber, movimentar, pulverizar e ocultar os recursos provenientes das extorsões e demais atividades ilícitas.

A divisão de tarefas permitia que a organização mantivesse um fluxo constante de arrecadação e dificultasse a atuação dos órgãos de investigação.

PM é investigado por ligação com a organização

As investigações também apontaram o envolvimento de um policial militar na rede de apoio da narcomilícia. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que o agente teria atuado na circulação de valores vinculados ao grupo criminoso e prestado serviços de segurança privada para integrantes da cúpula da organização.

O caso também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, que participa da operação desta sexta-feira. As circunstâncias da suposta participação do policial serão aprofundadas durante o cumprimento das medidas cautelares e das próximas etapas da investigação.

ram um sistema permanente de exploração econômica da região.

De acordo com a Polícia Civil, comerciantes, moradores e empreendedores que desenvolviam atividades em áreas sob influência do grupo eram obrigados a realizar pagamentos periódicos para continuar operando.

Esse modelo de arrecadação teria garantido à organização uma importante fonte de receita e fortalecido seu domínio territorial na região do Catiri.

Os investigadores destacam que esse tipo de prática gera impactos diretos na economia local, aumenta os custos para empresas e contribui para a sensação de insegurança da população.

Bloqueio de bens busca enfraquecer estrutura criminosa

Um dos principais objetivos da operação é atingir o patrimônio acumulado pelos investigados.

Por isso, além das buscas e apreensões, a Polícia Civil solicitou o bloqueio judicial de ativos financeiros, contas bancárias, imóveis, veículos e outros bens ligados aos integrantes da organização.

As medidas alcançam movimentações superiores a R$ 25 milhões identificadas durante a investigação.

Segundo os agentes, asfixiar financeiramente o grupo é uma estratégia fundamental para reduzir sua capacidade operacional e impedir a continuidade das atividades criminosas.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade e deixa maioridade penal de fora; veja quem votou a favor
Brasil & Mundo

Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade e deixa maioridade penal de fora; veja quem votou a favor

água será suspensa para manutenção da estação de tratamento Guandu
Região

Abastecimento de água é suspenso em cidades do Rio; entenda

Serra de Petrópolis terá interdição no sentido Rio na madrugada de quinta (5)
Região Serrana

Serra de Petrópolis terá interdição no sentido Rio na madrugada de quinta (5)

Marvio Ciribelli prepara noite musical em homenagem a Sérgio Mendes em Niterói
Entretenimento

Marvio Ciribelli prepara noite musical em homenagem a Sérgio Mendes em Niterói