A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (21), o homem conhecido como “Revoltado”, apontado como o autor dos disparos que mataram o canoísta Wagner Antunes da Costa, de 42 anos, em um latrocínio ocorrido em Icaraí, Região das Praias da Baía, em Niterói.
O crime, que causou grande comoção na cidade, aconteceu durante uma tentativa de roubo de veículo na madrugada de 7 de abril deste ano.
A prisão do acusado foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), após cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Após diligências em diferentes bairros de Niterói e São Gonçalo, o suspeito foi localizado e preso no distrito de Papucaia, em Cachoeiras de Macacu.
O crime
Segundo a investigação, a vítima havia acabado de sair de uma unidade hospitalar e seguia para casa quando foi abordada por dois homens armados na Rua Dom Bosco, em Icaraí. Ao tentar fugir da abordagem criminosa, Wagner foi atingido por disparos, de acordo com a polícia, feitos por “Revoltado”. Ferido, ele perdeu o controle do carro e acabou colidindo, vindo a óbito. Após o crime, os suspeitos ainda roubaram outro veículo para fugir.
Quem era Wagner?

Wagner era gerente de compras da Eletrobras, atleta de canoa havaiana e bastante conhecido e querido entre familiares, amigos e praticantes do esporte, o que aumentou ainda mais a repercussão e o impacto do caso em Niterói.
Investigações
Logo após o crime, suspeitos chegaram a ser detidos em uma comunidade de São Francisco, mas foram descartados após o avanço das investigações. A polícia concluiu, com base em imagens de câmeras de segurança, análise técnica e trabalho de inteligência, que eles não tinham participação no latrocínio.
A partir do cruzamento de dados e do monitoramento de imagens do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Niterói, os investigadores conseguiram identificar “Revoltado” como o autor dos disparos.
As investigações continuam para identificar e prender o segundo envolvido no crime. O preso, que já tinha passagens por roubo e cumpria pena em regime semiaberto, será encaminhado ao sistema prisional e vai responder também por este latrocínio.