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Segurança Pública

Polícia prende traficantes investigados por ligação com bomba que explodiu em escola no Rio

Redação | Publicado em: - Atualizado 6 meses atrás

De acordo com as investigações, os presos podem ter ligação com o artefato encontrado no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall/ Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (22) três homens criminosos suspeitos de integrar o Comando Vermelho e investigados por possível envolvimento na explosão de uma bomba caseira dentro de uma escola pública em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O ataque deixou 10 estudantes feridos.

De acordo com as investigações, os presos podem ter ligação com o artefato encontrado no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, no dia 8.

Após trabalho de inteligência e monitoramento, os agentes identificaram a estrutura de atuação da facção na comunidade e realizaram uma ofensiva estratégica na localidade. Durante a abordagem, os policiais localizaram o criminoso apontado como “frente” do tráfico e homem de confiança da liderança do Comando Vermelho na região. No momento da prisão, ele fazia uma vistoria nas “bocas de fumo” da comunidade. Os presos foram identificados como “Coroa”, “Pedrin” e “Biel”.

Na ação, os agentes apreenderam grande quantidade de entorpecentes, entre eles maconha, cocaína, crack e loló, todos prontos para comercialização.

Segundo a Polícia Civil, “Coroa” seria considerado homem de confiança de José Severino da Silva Junior, o “Soró”, apontado como liderança do tráfico de drogas na região.

As prisões ocorreram durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), no âmbito da Operação Contenção, que tem como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho na Baixada Fluminense.

A corporação informou que ainda apura qual teria sido a participação dos suspeitos no caso da explosão.

Explosão deixou 10 alunos feridos

O caso ocorreu no dia 8, dentro do Ciep Lasar Segall. Dez adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, ficaram feridos.

As vítimas sofreram lesões nos pés, pernas, abdômen e rosto. Alguns estudantes também relataram perda temporária de audição e dores nos ouvidos.

O artefato, segundo a polícia, era formado por um tubo de PVC contendo areia, pregos, porcas e parafusos.

Após a explosão, equipes do Esquadrão Antibomba da CORE realizaram uma varredura na unidade escolar e não encontraram outros explosivos no local.

Investigação descartou participação de alunos

Durante as apurações, a Polícia Civil descartou a hipótese de que estudantes tenham levado o explosivo para dentro da escola.

Os adolescentes foram ouvidos por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e as diligências concluíram que nenhum aluno teve envolvimento na entrada do artefato.

O material recolhido segue em análise pericial, enquanto a investigação continua para identificar a origem da bomba e a real participação dos suspeitos presos no caso.

Operação

A ação integra a “Operação Contenção”, ofensiva estratégica do Governo do Estado para frear o avanço territorial do Comando Vermelho. O objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da facção, além de retirar de circulação criminosos que atuam na região. Até o momento, a operação já resultou em mais de 345 presos e 137 criminosos neutralizados em confronto. Também foram apreendidas cerca de 477 armas, entre elas 190 fuzis, além de mais de 51 mil munições.

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