A turista argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial após ser flagrada em vídeo imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar, foi presa na tarde desta sexta-feira (6), em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, em cumprimento a um mandado de prisão.
A ação foi realizada por policiais civis da 11ª DP (Rocinha) após investigação da unidade, que concluiu o inquérito e indiciou a estrangeira pelas ofensas racistas dirigidas a um trabalhador brasileiro em Ipanema, na Zona Sul da cidade.
O caso ocorreu em 14 de janeiro, quando a vítima registrou boletim de ocorrência relatando que havia sido alvo de xingamentos de cunho racial durante uma discussão sobre o pagamento da conta. Segundo apurado, a investigada teria apontado o dedo para o trabalhador, utilizado a palavra “negro” de forma pejorativa, imitado gestos de macaco e reproduzido sons do animal.
As ações foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas por imagens de câmeras de segurança do local. Durante a investigação, os agentes realizaram diligências detalhadas, ouviram testemunhas e reuniram provas suficientes para esclarecer toda a dinâmica dos fatos.
Na quinta-feira (5), Agostina publicou um vídeo no Instagram afirmando estar “morrendo de medo” após a decretação da prisão e que temia que seus direitos fossem “ainda mais violados”.
“Todos os meus direitos estão sendo violados, estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo tenha repercussão”, disse ela, acrescentando que não queria ser usada “como exemplo”.
A argentina, de 29 anos, que é influenciadora e advogada, foi filmada imitando gestos de macaco, ato considerado racista, direcionado a um atendente do Barzin Ipanema, na Rua Vinícius de Moraes. À polícia, ela declarou que não sabia que o gesto configurava crime no país e que se tratava de uma “brincadeira” dirigida às amigas.