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Segurança Pública

Presos PMs suspeitos de envolvimento na morte de adolescente

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

Reprodução/Rede social






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Os policiais militares Roni Cordeiro de Lima, Diego Pereira Leal, Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Silvio Gomes dos Santos, suspeitos no envolvimento da morte do jovem Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, no dia 7 de agosto, foram presos preventivamente nesta quarta-feira (6). A informação é do site “G1”.

Thiago foi baleado durante uma operação da Polícia Militar na Cidade de Deus. O jovem estava na garupa de uma moto quando foi atingido por três tiros, sendo um nas costas e dois na perna. De acordo com a família, ele foi vítima de uma execução.

Leia +: Adolescente morre durante operação da PM na Cidade de Deus

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Vale lembrar que os quatro policiais foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por crime de fraude, pois segundo as investigações, eles tentaram manipular a cena do crime, afirmando que o jovem estava portando uma arma de fogo.

Além dos suspeitos, o policial Diego Geraldo de Souza foi alvo de mandado de busca e apreensão e também foi denunciado por prevaricação e fraude processual por omissão. Diego foi afastado da função.

Com medo dos suspeitos apagarem possíveis provas do crime, a Corregedoria da Polícia Militar pediu a prisão preventiva dos PMs. Os quatro são do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Depoimentos

Em depoimento, o cabo Leal afirmou que efetuou quatro disparos na operação e que, posteriormente, encontrou Thiago Flausino morto com uma pistola ao seu lado. Além disso, o PM informou que não prestou o socorro pois os moradores da região estavam “alterados e hostil”.

Em seguida, ele foi solicitado para que usasse um carro particular para obter imagens da comunidade da Cidade de Deus. Drones também foram usados para ajudar nas imagens.

Por outro lado, o cabo Aslan afirmou em depoimento que também efetuou disparos na operação, mas que nenhum foi no momento em que encontrou o Thiago. O PM também confessou o uso do carro particular e do drone.

Por fim, o cabo Cordeiro relatou aos investigadores que não utilizou sua arma de fogo e não efetuou tiros. Ainda segundo o militar, o carro descaracterizado utilizado na operação foi oferecido por ele.

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