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Segundo a polícia, o PM atuava como segurança do contravento/ Foto: Crédito/ TV Globo

O policial militar preso junto com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi identificado como Diego D’arribada Rebello de Lima. Ambos foram presos na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Adilsinho estava entre os bicheiros mais procurados do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, o PM atuava como segurança do contraventor. Diego é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão.

De acordo com o superintendente regional da Polícia Federal, Fábio Galvão, foram necessárias três tentativas para capturar Adilsinho, considerado pela corporação “o mais sanguinário do jogo do bicho”.

A prisão ocorreu por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, composta por agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio, com apoio do Ministério Público Federal. O local exato onde o contraventor se encontrava foi confirmado com o auxílio de drones.

Adilsinho integra a cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele também é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

O contraventor acumula acusações de envolvimento com o crime organizado desde o início dos anos 2000.

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Contra ele havia pelo menos quatro mandados de prisão em aberto. Na Justiça Federal, é acusado de chefiar a estrutura criminosa ligada ao contrabando de cigarros. Já na esfera estadual, responde como suposto mandante da morte de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, considerado rival na contravenção, além dos homicídios de Fábio Alamar Leite e Fabrício Alves Martins de Oliveira.

Ao longo de cerca de 20 anos, Adilsinho teria deixado o universo dos cassinos clandestinos para alcançar posição de destaque no crime organizado no estado. De acordo com investigações da Polícia Federal, ele iniciou sua trajetória desenvolvendo e produzindo programas para máquinas de videobingo adulteradas, apelidadas no meio ilegal de “draculinhas”.

Redação

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