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Segurança Pública

Sobe para 109 o número de corpos identificados da megaoperação no Rio

Redação | Publicado em:

Lucas Alvarenga



Sobe para 109 o número de corpos identificados entre os 117 suspeitos mortos na megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, na última terça-feira (28). A atualização foi divulgada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, na tarde desta sexta (31).

Pela manhã, a Polícia Civil havia divulgado 99 nomes, mas uma nova atualização confirmou mais 10 identificações sem divulgação dos nomes. A expectativa é que todos os corpos sejam identificados até o fim de semana, segundo as autoridades. Até esta sexta, 89 corpos já haviam sido liberados para as famílias.


De acordo com a corporação, entre os 109 suspeitos identificados, 78 tinham histórico criminal grave, incluindo acusações de homicídio e tráfico de drogas; 43 eram foragidos da Justiça; 54 eram de outros estados, como Pará (15), Amazonas (9), Bahia (11), Ceará (4), Goiás (7), Espírito Santo (4), Mato Grosso (1), São Paulo (1) e Paraíba (2).

Ao todo, 113 prisões foram realizadas e 20 mandados judiciais cumpridos durante a ação, que também resultou na apreensão de 118 armas e uma tonelada de drogas. A operação mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e teve como objetivo conter o avanço da facção Comando Vermelho.

Investigação independente

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que, por meio da Subprocuradoria-Geral de Direitos Humanos e Proteção à Vítima (SUBDH), acompanha a liberação dos corpos e realiza uma perícia independente para apurar as circunstâncias das mortes. O trabalho conta com uma equipe de oito peritos e o acompanhamento direto de um promotor de Justiça.

O governo federal também enviou 20 peritos criminais da Polícia Federal para reforçar os trabalhos de perícia e apoio às investigações, conforme anunciou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Operação mais letal da história

Com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, a operação Contenção foi a mais letal da história do país e também a mais violenta registrada no Rio em 15 anos. Os confrontos provocaram bloqueios em vias expressas, fechamento de escolas e unidades de saúde, além da interrupção de serviços públicos em parte da Zona Norte carioca. 

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