Skip to content

Saúde & Bem-Estar

Março Azul-Marinho: preconceito ainda é barreira para diagnóstico do câncer colorretal

Redação | Publicado em:

Ilustração médica detalhada do sistema digestivo humano
A recomendação é que o rastreamento comece aos 45 anos, mesmo em pacientes assintomáticos. Foto: Divulgação

O câncer colorretal figura entre as neoplasias mais incidentes no mundo, mas o silêncio e o estigma em torno da saúde intestinal ainda barram a prevenção. Durante a campanha Março Azul-Marinho, oncologistas e coloproctologistas reforçam a necessidade de exames preventivos para identificar pólipos: lesões benignas que, se não removidas, podem evoluir para tumores malignos ao longo de anos.

Membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a doutora Paula Alves da Conceição explica que a doença se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto.

“Este é um dos cânceres com maior oportunidade de prevenção, pois conseguimos identificar e retirar as lesões antes que se tornem malignas”, pontua a especialista.

Barreiras culturais e o caso Preta Gil

O diagnóstico precoce enfrenta obstáculos comportamentais. Segundo a médica, o constrangimento em relatar sintomas como sangramentos ou alterações no hábito intestinal atrasa a busca por ajuda especializada.

“Muitas pessoas convivem meses com sintomas por vergonha, algo que não acontece com problemas cardíacos ou dermatológicos”, observa.

A conscientização ganhou força nos últimos anos com relatos de figuras públicas. Casos como o do ator Chadwick Boseman (o “Pantera Negra”) e da cantora Preta Gil ajudaram a dar visibilidade ao tema. Para os especialistas, essa exposição rompe o tabu e incentiva o público a buscar informações técnicas.

Sintomas do câncer colorretal e o papel da colonoscopia

É fundamental não ignorar sinais como sangue nas fezes, dor ao evacuar, anemia sem causa aparente ou perda de peso inexplicada. Um erro comum é atribuir o sangramento automaticamente a hemorroidas, adiando a consulta que poderia garantir um diagnóstico precoce.

Atualmente, a recomendação é que o rastreamento comece aos 45 anos, mesmo em pacientes assintomáticos. A colonoscopia segue como o “padrão ouro”, permitindo a visualização de todo o cólon e a remoção imediata de pólipos durante o procedimento.

Estilo de vida e prevenção

A genética não é o único fator. O risco é potencializado por dietas ricas em ultraprocessados e carnes processadas, além de sedentarismo, tabagismo e obesidade. Em contrapartida, uma rotina com atividade física regular e alimentação rica em fibras e vegetais atua como um escudo protetor. “Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altíssimas”, conclui a coloproctologista.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Candidata a Miss Cosmo Brasil morre após cair de prédio no Rio
Segurança Pública

Modelo candidata a Miss cai de 13° andar e morre no Rio; namorado é preso

Fotografia de meio corpo do ator Juliano Cazarré com expressão séria, vestindo roupas casuais. Ao fundo, elementos gráficos que remetem ao evento "O Farol e a Forja", com tons sóbrios e tipografia clássica.
Celebridades

Juliano Cazarré vira alvo de críticas de artistas após promover evento em defesa dos homens

Esportes

Campeonato de canoa havaiana com inscrições abertas em Niterói

Niterói

Estado dá novo calote em profissionais de saúde em Niterói: ‘Total desrespeito’