A Justiça condenou, nesta quinta-feira (27), a 18 anos e quatro meses de prisão um homem acusado de tentar matar a ex-companheira em Maricá, na Região Metropolitana do Rio. O crime aconteceu em março de 2024, no distrito de Itaipuaçu, e foi enquadrado como tentativa de feminicídio. A condenação foi obtida pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Maricá, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo a denúncia apresentada pelo MPRJ, a mulher estava dentro do carro conduzido pelo ex-companheiro quando foi agredida. Durante a ação, parte do corpo dela ficou para fora do veículo e a vítima acabou sendo arrastada pela rua.
Após a mulher receber ajuda de pessoas que estavam próximas ao local, o acusado teria retornado com o automóvel e a atropelado novamente. O ataque provocou ferimentos graves.
A vítima precisou ser socorrida e receber atendimento médico. De acordo com o MPRJ, a tentativa de homicídio não foi consumada porque ela recebeu socorro de terceiros e atendimento médico.
Ataque foi registrado por câmeras
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. Na ocasião, o veículo trafegava pela Rua Nossa Senhora Aparecida, no bairro São Bento da Lagoa, quando a mulher foi lançada para fora do carro e caiu no meio da via.
Na sequência, o motorista fez um retorno e voltou em direção à vítima, que estava sentada na calçada e era amparada por pessoas que passavam pelo local. O carro atingiu a mulher novamente.
Após o atropelamento, o homem deixou o local sem prestar socorro. Ele acabou detido por populares algumas ruas depois e preso em flagrante.
Na época do crime, a vítima tinha 43 anos e o acusado, 53. Os dois estavam separados e tinham dois filhos, então com 11 e 13 anos. Ainda segundo as informações apresentadas na investigação, ao ser preso, o homem confessou que pretendia matar a ex-companheira. Ele também teria afirmado que planejava matar os dois filhos e depois tirar a própria vida.
A vítima sofreu diversas lesões pelo corpo e chegou a ficar internada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí. O caso foi investigado pela 82ª DP (Maricá).