O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (20) a exposição de dados vinculados a 28.203 chaves Pix de clientes da Pefisa S.A., braço financeiro do grupo Pernambucanas. O incidente, segundo a autoridade monetária, atingiu informações cadastrais e ocorreu ao longo de cerca de seis meses.
De acordo com o BC, os dados ficaram expostos entre 30 de agosto de 2025 e 27 de fevereiro de 2026, em razão de falhas pontuais nos sistemas da instituição de pagamento. A autoridade destacou que não houve comprometimento de informações sensíveis, como senhas, saldos ou extratos bancários.
Entre os dados potencialmente acessados estão nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento, número da agência, tipo e número da conta, além de datas de abertura da conta e de criação e posse da chave Pix.
Embora o caso seja classificado pelo próprio BC como de baixo impacto, sem necessidade obrigatória de divulgação, a autarquia decidiu tornar o episódio público, citando compromisso com transparência. Este é o terceiro incidente envolvendo chaves do sistema Pix em 2026 e o 23º desde a criação do serviço, em 2020.
O Banco Central informou ainda que todas as pessoas afetadas serão notificadas diretamente pelo aplicativo ou pelo internet banking da instituição financeira. A autoridade fez um alerta para que clientes ignorem contatos feitos por telefone, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens, reforçando que esses não serão canais oficiais de comunicação.
Segundo o BC, a exposição não significa necessariamente que os dados tenham sido efetivamente copiados, mas que ficaram visíveis a terceiros por um período determinado, o que abre possibilidade de captura indevida. O caso será investigado e pode resultar em sanções administrativas, como multa, suspensão ou até exclusão do sistema Pix, dependendo da gravidade.
Até agora, em todos os incidentes registrados, não houve vazamento de informações como senhas ou movimentações financeiras. Por força da Lei Geral de Proteção de Dados, o Banco Central mantém uma página pública com registros de ocorrências envolvendo chaves Pix e dados pessoais sob sua responsabilidade.
A Pefisa S.A., que reúne cerca de 5 milhões de clientes ativos, atua como fintech do grupo Pernambucanas e oferece serviços como conta digital, cartões, crédito, seguros e operações via Pix. A reportagem procurou a instituição, mas não obteve resposta até a publicação.
Investigação
O Banco Central informou que o caso será investigado para apurar em detalhes como ocorreu a falha nos sistemas da instituição de pagamento e em que medida os dados ficaram expostos durante o período identificado. A apuração também vai avaliar se houve descumprimento de normas de segurança e de proteção de dados previstas na regulação do sistema Pix.
Dependendo do resultado da investigação, a instituição responsável poderá ser alvo de sanções administrativas, que incluem desde advertência e multa até medidas mais severas, como suspensão temporária ou exclusão do acesso ao sistema Pix, a depender da gravidade da infração e de eventual reincidência.
O BC ressaltou que a exposição de dados não significa, necessariamente, que todas as informações foram efetivamente capturadas por terceiros, mas indica que elas ficaram visíveis por um período, o que abre possibilidade de acesso indevido.
Em todos os 23 incidentes registrados desde o lançamento do Pix, segundo a autoridade monetária, as ocorrências envolveram exclusivamente dados cadastrais, sem exposição de senhas, saldos ou informações de movimentações financeiras.
Por força da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Banco Central mantém uma página pública com o registro de incidentes envolvendo chaves Pix e demais dados pessoais sob sua responsabilidade, como forma de dar transparência às ocorrências e permitir o acompanhamento pelos cidadãos.