A destruição de uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul de Irã, expôs de forma dramática o impacto da ofensiva militar lançada neste sábado, com dezenas de estudantes entre os mortos e feridos após o prédio ser atingido durante bombardeios.
Segundo a Sociedade Crescente Vermelho, os ataques deixaram ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos em diferentes pontos do território iraniano. A entidade humanitária informou que 24 das 31 províncias do país registraram algum tipo de impacto, indicando a amplitude da operação militar.
Relatos divulgados pela rede Al Jazeera apontam que equipes de resgate trabalharam ao longo do dia entre estruturas colapsadas, enquanto familiares buscavam informações sobre desaparecidos. Em Minab, havia ainda pessoas sob os escombros horas após a explosão que atingiu o complexo escolar.
De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA), ao menos 85 alunas morreram e outras dezenas ficaram feridas no ataque à unidade de ensino. O episódio se tornou um dos símbolos da escalada, ao atingir diretamente civis em horário escolar.
A ofensiva foi atribuída a forças dos Estados Unidos e de Israel, ocorrendo dois dias após uma rodada de negociações sobre os limites do programa nuclear iraniano. Teerã sustenta que o desenvolvimento tecnológico tem finalidade pacífica, enquanto Washington e aliados afirmam ver risco de uso militar.
A reação internacional foi imediata. A Organização das Nações Unidas pediu a interrupção das hostilidades e alertou para o risco de agravamento da crise regional. O governo do Brasil está entre os que condenaram a ação e defenderam solução diplomática.
Ao comentar a operação, o presidente Donald Trump afirmou que a decisão teve como objetivo proteger interesses americanos. Autoridades iranianas classificaram os bombardeios como uma agressão e declararam que o país tem direito de responder.
Em meio à escalada, forças iranianas lançaram ataques contra territórios vizinhos que abrigam bases militares dos EUA, ampliando o temor de que o confronto ultrapasse fronteiras e se transforme em um conflito regional de maiores proporções. Equipes humanitárias seguem mobilizadas para atendimento às vítimas, enquanto líderes internacionais tentam reabrir canais de negociação.