O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (25), que apura suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto”. A ação investiga um grupo suspeito de utilizar valores públicos para beneficiar empresas ligadas aos investigados.
Batizada de “Operação Afluente”, a ofensiva foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Maranhão e Goiás. A PF informou que foram recolhidos aproximadamente R$ 133 mil em dinheiro, 22 veículos e um helicóptero durante as diligências.
De acordo com a investigação, os recursos teriam sido destinados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Após a liberação das verbas, os valores teriam sido direcionados para contratos firmados com empresas que teriam ligação direta ou indireta com o grupo investigado.
A Polícia Federal apura crimes como corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa.
Segundo informações de investigadores, um dos locais vistoriados durante a operação estaria relacionado ao deputado, que aparece como sócio de uma das empresas investigadas.
O parlamentar foi procurado pelo ENFOCO, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Condenação anterior
A operação desta quinta-feira ocorre meses após o deputado ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal por outro processo envolvendo desvio de emendas parlamentares. A decisão foi tomada em março deste ano. Atualmente, Maranhãozinho está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.
Na ação anterior, a Procuradoria-Geral da República afirmou que o parlamentar teria coordenado a destinação de recursos provenientes de emendas e acompanhado a liberação das verbas.
A PGR também apontou que Maranhãozinho teria controle sobre planilhas de pagamentos e realizado cobranças de propina relacionadas aos recursos públicos investigados.