O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi condenado, nesta quarta-feira (8), pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), por ofender de forma misógina a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT).
Gayer foi condenado em primeira instância. Na decisão, o desembargador Alfeu Machado concluiu que as declarações do deputado foram de cunho “chulo” e expressaram discurso de ódio e violência de gênero, “sem qualquer conteúdo político”.
Além da ex-presidente do PT, o deputado do PL também foi condenado por ofensas ao deputado federal Lindbergh Farias (PT), sendo obrigado a pagar, ao todo, R$ 20 mil de indenização, que será dividido entre os dois.
Ofensas do deputado
Em 2025, através da plataforma X (antigo Twitter), Gustavo Gayer fez uma publicação onde comparou a petista a uma “garota de programa”, sugerindo que a deputada estaria em uma relação de “trisal” com Lindbergh e o presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre (União-AP).
No mesmo tom, Gayer teria comparado o presidente Lula (PT) à imagem de um cafetão.

Foto: Câmara/ Reprodução
Liberdade de expressão?
Em defesa apresentada ao TJDF, Gayer alegou que estava protegido pela imunidade parlamentar e pelo direito a liberdade de expressão. A princípio, o argumento foi aceito em primeira instância, mas foi reformada pela Corte, que reavaliou a interpretação.
Mesmo condenado, o argumento de defesa virou assunto de debates entre os apoiadores e o público que cerca o deputado federal.