A Copa do Mundo de 2026, que será sediada pelos Estados Unidos, México e Canadá, vem sendo alvo de intensos debates políticos na Europa nos últimos dias, que acontecem devido às tensões envolvendo o presidente dos EUA Donald Trump e a Groenlândia. Segundo fontes internacionais, um protesto em forma de boicote seria a melhor forma de barrar os desejos do líder norte-americano.
O clima de aflição ocorre após Trump declarar publicamente que quer assumir o controle e anexar a ilha, que é de domínio da Dinamarca, à America do Norte. Somado aos recentes eventos políticos com a Venezuela, parlamentares europeus passaram a sugerir que as seleções do continente deixem de participar do campeonato, há poucos meses da competição começar.
De acordo com veículos internacionais, a Alemanha parece ser quem mais discute o assunto. Nesta terça-feira (20), o deputado Jürgen Hardt, do partido União Democrata-Cristã (CDU), declarou que a medida pode ser “o último recurso” para barrar a postura agressiva de Trump. Deputados e parlamentares do Reino Unido e França também se posicionaram a favor.
Apesar das propostas, a França afirmou que não pensa em retirar a seleção da Copa, através da Ministra dos Esportes francesa Marina Ferrari, que conversou com o jornal britânico The Guardian.
“Até o momento, não há qualquer desejo do Ministério para boicotar esta competição grandiosa. Eu sou uma pessoa que acredita que o esporte deve se manter longe da política” , afirmou a ministra.
Boicotes à Copa do Mundo já ocorreram
Em edições anteriores, diversos boicotes à competição organizada pela FIFA já aconteceram. As duas primeiras edições da Copa do Mundo (1930 e 1934) não contaram com a participação dos países da Grã-Bretanha, já que os britânicos acreditavam que a FIFA não era competente para organizar um torneio internacional.
Vizinhos do Brasil, o Uruguai também já boicotou a Copa. Primeiros campeões do mundo, os uruguaios não foram até a Itália defender o título em 1934. No último boicote feito por uma seleção, a extinta União Soviética (URSS) não compareceu em uma partida contra o Chile, na edição de 1974, se recusando a disputar uma vaga de repescagem para participar da competição.