O presidente Lula (PT) compareceu, na noite desta terça-feira (28), na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), organizada neste ano na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Durante o discurso, o petista falou sobre a falta de propostas científicas no país e colocou na responsabilidade da SBPC a criação de um plano para incentivar o estudo da ciência no Brasil.
Atrasado para o evento, Lula veio de uma agenda na capital fluminense com o diretor-geral da OMS e chegou na instituição de helicóptero. Na reunião, o presidente foi recebido pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT), que relembrou feitos do governo Lula que, segundo ele, melhoraram a imagem do estado do Rio de Janeiro no âmbito nacional através das políticas públicas. De forma bem-humorada, Neves também falou da cidade de Niterói, declarando que as ‘praias mais bonitas do estado estão na Região Oceânica do município’.
Depois do prefeito, falaram o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, que também elogiou o petista e afirmou que Lula foi o único presidente da história a visitar a universidade em duas ocasiões distintas, e a presidente da SBPC, Francilene Procópio Garcia.
Ao se referir às propostas relacionadas ao campo da ciência, Lula desafiou a SBPC a apresentar iniciativas que incentivem os jovens brasileiros a seguir um direcionamento científico no país. Ao se referir à Francilene, o presidente disse que ‘se o plano for bom’, ele cuidará do trâmite para que os avanços na área aconteçam.
‘Só vocês (a SPBC) podem dizer: “queremos tal plano”. Eu quero que vocês façam a proposta para a gente discutir!‘, disse o presidente.
Lula também tirou um momento para comentar a relação internacional com os Estados Unidos e a China, afirmando que o Brasil ainda tem o que aprender com os estrangeiros nas áreas da educação e da ciência.
‘Eu quero derrotá-los estudando, investindo e me transformando mais do que eles. Esse é o desafio que está colocado para nós‘, disse Lula.
No mais, o presidente comentou sobre os feitos dos próprios mandatos e sobre o incentivo às instituições públicas que o próprio governo realizou. Em tentativa de ser modesto, Lula disse achar um absurdo ter sido o presidente que ‘mais investiu na universidade pública’, visto a falta de bagagem acadêmica que ele próprio tem.