O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último domingo (26), para pedir uma investigação sobre uma possível quebra nas normas da campanha eleitoral deste ano durante uma convenção do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25). No encontro, que visava divulgar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, o partido exibiu um vídeo gerado por Inteligência Artificial, onde o pai, Jair Bolsonaro, alega estar ‘preso injustamente’ e promove a candidatura do filho.
No vídeo, o falso Jair Bolsonaro começa afirmando não ser real e ser uma ‘simulação’ feita por IA. Em seguida, ele diz estar preso por uma ‘decisão arbitrária’ baseado em algo que ele ‘nunca fez’. O ‘ex-presidente’ conclui pedindo apoio ao filho, Flávio, o candidato escolhido para substituí-lo.
No TSE, o PT alega que a exibição do vídeo configura campanha eleitoral antecipada, argumentando que a simulação da voz e aparência do ex-presidente foi usada para comover o público e atrair eleitorado. Além disso, os advogados do partido defendem que o uso da IA viola a resolução do tribunal, que instuiu que os presidenciáveis não poderão utilizar Inteligência Artificial durante as campanhas de 2026.
Por estar ligado às propostas contra o uso da IA nas eleições, o relator do caso será o ministro Kássio Nunes Marques, ministro do STF e atual presidente do TSE.
Nesta terça-feira (28), a Defesa do PL negou as acusações feitas pelo PT e sustentou que o partido seguiu todas as normas sobre o uso da IA em exibições partidárias. Ainda de acordo com a sigla, o aviso de que o conteúdo foi feito com a tecnologia estava presente e clara no vídeo.