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Ex-deputada era investigada por suspeita de interferir em apurações judiciais - Foto: EBC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli por suspeita de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A medida atendeu a um pedido formal apresentado pela Procuradoria-Geral da República, que concluiu não haver elementos suficientes para o oferecimento de denúncia.

A apuração havia sido instaurada após declarações públicas da ex-parlamentar, feitas em entrevista no ano passado, nas quais afirmou que permaneceria fora do país e buscaria asilo político junto ao governo do então presidente Donald Trump. Na ocasião, ela também mencionou que adotaria estratégia semelhante à utilizada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, o que motivou a abertura do procedimento investigativo.

Ao analisar o caso, o relator acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público, registrando que o conjunto de informações reunidas não configurava base probatória mínima para dar continuidade à investigação criminal.

Prisão e condenação

Meses depois da abertura do inquérito, a ex-deputada foi presa na Itália, onde estava após deixar o Brasil. A saída ocorreu na esteira da condenação imposta pela Corte a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça, registrada em 2023.

Segundo as investigações, a ação teve como executor o hacker Walter Delgatti, que afirmou ter realizado o acesso irregular sob orientação da então parlamentar. O objetivo teria sido inserir documentos falsos, entre eles um mandado de prisão inexistente.

Após a detenção no exterior, o governo brasileiro formalizou pedido de extradição. A análise do processo segue sob responsabilidade da Justiça italiana, que deverá decidir nas próximas semanas se autoriza o retorno da ex-deputada ao país para cumprimento da pena.

Redação

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