O Ministério Público Federal (MPF) determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF) aprofunde o levantamento sobre as contas bancárias de pessoas escravizadas e ex-escravizadas no século XIX, no Brasil. O órgão entendeu como insuficiente a primeira apuração, realizada pela instituição financeira, que identificou 158 cadernetas de poupança no acervo histórico.
A investigação é conduzida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro, e tenta apurar o destino dos valores pertencentes aos escravos, neste período da história do país, principalmente pouco antes do fim da escravatura.
Segundo o Ministério Público, a Caixa possui aproximadamente 14 mil documentos da época, que ainda não passaram por nenhum tratamento arquivístico. A falta desses procedimentos técnicos pode transparecer uma falta de interesse e compromisso da instituição com a memória da população negra.
O MPF também apontou que a pesquisa inicial feita pela Caixa é ausente de informações esclarecedoras sobre a metodologia utilizada na apuração do acervo, além da falta de uma equipe própria para lidar com o material histórico.
O órgão público estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Caixa forneça mais detalhes sobre a composição da equipe de pesquisa que atua no banco, assim como a quantidade exata de livros de conta-corrente existentes.
Via MPF Notícias