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Brasil & Mundo

‘O Menino Marrom’, de Ziraldo, é proibido em escolas municipais

Redação | Publicado em:

Reprodução



O livro infantil “O Menino Marrom”, escrito por Ziraldo, foi proibido de ser utilizado nas escolas municipais de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. A prefeitura da cidade emitiu uma nota oficializando a suspensão do exemplar na quarta-feira (19). Segundo a Secretaria de Educação de Lafaiete, a decisão foi motivada pela repercussão negativa do conteúdo do livro entre pais e familiares dos alunos.

“O Menino Marrom” narra a história de uma amizade entre duas crianças, uma negra e outra branca, e tem sido usado como recurso para abordar a diversidade racial e combater o preconceito entre alunos do ensino fundamental. 

Apesar de reconhecer que a obra é valiosa para facilitar a compreensão de conceitos como racismo e empatia, a Secretaria de Educação municipal decidiu suspender seu uso devido às críticas recebidas por familiares dos alunos.

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”O livro é um recurso valioso na educação, pois promove discussões importantes sobre respeito às diferenças e igualdade. Utilizando uma linguagem simples e ilustrações atraentes, Ziraldo consegue envolver as crianças e facilitar a compreensão de conceitos complexos como racismo e empatia”, declarou a pasta. 

A prefeitura de Conselheiro Lafaiete informou que irá readequar a abordagem pedagógica que incluía o livro de Ziraldo, visando um diálogo mais aberto com os responsáveis para evitar mal-entendidos e garantir uma reflexão mais aprofundada sobre os temas abordados.

A escolha das obras literárias, segundo a Secretaria de Educação, segue diretrizes nacionais de planejamento pedagógico, mas será revista para melhor análise do uso institucional da obra em questão.

Proibição dividiu opiniões 

Na web, a decisão de proibição foi recebida com concordância por uns e com resistência, por outros. 

”A suspensão foi feita pelos motivos errados, mas por fim, foi bom. O livro é péssimo, datado, e o com tratamento estereotipado do menino negro. Já no começo compara o cabelo do menino a uma esponja. Péssimo”, defendeu uma. 

”Tentei usar esse livro com as crianças do projeto mas sem condições.”, comentou outra internauta. 

Já para outros, a suspensão atrapalha o processo de criação do senso crítico. 

”Mas gente, sempre depois da leitura, acontece um debate. E essas questões precisam ser discutidas até para as crianças entenderem o que é certo e o que é errado. Não podemos dar tudo mastigado, as crianças precisam desenvolver um senso crítico sobre os temas”, respondeu uma usuária. 

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