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PF mira banco ligado a Edir Macedo e investiga suposta fraude de R$ 670 milhões

Redação | Publicado em: - Atualizado 4 meses atrás

Mais de 50 agentes federais participam da operação/ Foto: IURD

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga supostas irregularidades financeiras e possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. As diligências ocorrem em cumprimento a determinações da Justiça Federal.

Entre os alvos da apuração está o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Mais de 50 agentes federais participam da operação, responsável pelo cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Além das buscas, foram autorizadas medidas como a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70 milhões.

Segundo a Polícia Federal, as investigações foram embasadas em relatórios produzidos pelo Banco Central. Os documentos apontam indícios de que os investigados teriam realizado manobras contábeis e alterado registros regulatórios para esconder a real situação financeira da instituição, transmitir uma aparência de solvência aos órgãos de fiscalização e viabilizar operações consideradas irregulares.

De acordo com os investigadores, as supostas fraudes teriam sido utilizadas para mascarar a condição econômica do banco perante os órgãos de controle do sistema financeiro.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito proibidas pela legislação que regula o Sistema Financeiro Nacional.

O que é o Digimais?

O Banco Digimais foi fundado em 1981 na cidade de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, originalmente com o nome de Banco Renner, criado pela família homônima.

A instituição passou por mudanças de controle e adotou o nome Digimais em 2020, quando foi reestruturado para atuar como um banco digital.

Foi nesse momento que Edir Macedo assumiu o controle integral do antigo Banco Renner, ano em que adquiriu a totalidade das ações da instituição. Ele já era acionista minoritário do banco desde 2009.

Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, foi homologado pelo Banco Central e assumiu o comando do Banco Digimais como novo CEO em dezembro de 2025.

Posteriormente, em janeiro de 2025, Edir Macedo chegou a transferir o controle do Banco Digimais para o empresário Maurício Quadrado, mas o grupo de Quadrado – rebatizado recentemente de BlueBank – nem chegou a mandar toda a papelada para o Banco Central, desistindo do negócio em função da deterioração recente do mercado.

A transação já tinha até sido aprovado pelo Conselho Econômico de Defesa Econômica (Cade).

O que diz a Universal

“Em relação às investigações envolvendo o nome do Banco Digimais, esclarecemos que o senhor Edir Macedo não integra a administração executiva nem participa da gestão operacional, financeira ou contábil da instituição.

A condução dos negócios é de responsabilidade exclusiva dos executivos e profissionais legalmente habilitados para responder perante os órgãos reguladores.

Reiteramos nossa plena confiança na lisura das apurações conduzidas pelas autoridades competentes. Os advogados acompanham o processo de perto para garantir a rápida elucidação da verdade”, disse em nota enviada ao ENFOCO.

Com Agência Brasil…

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