O ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, é o nome do Partido Liberal (PL) para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelas eleições 2026, concorrendo ao cargo de deputado federal.
Curi chegou a ser cotado pelo PL para encabeçar a chapa ao Governo do Estado, especialmente após o aumento de sua popularidade na esteira da megaoperação que resultou na morte de 122 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha, além da intensificação das ações policiais às vésperas do período eleitoral. No entanto, após a realização de pesquisas internas, o partido concluiu que Douglas Ruas, deputado estadual e filho do prefeito de São Gonçalo, apresenta maior potencial de crescimento eleitoral.
Além disso, Curi ficará encarregado de estruturar e coordenar as propostas de segurança pública no plano de governo de Ruas, candidato do partido, área considerada central na campanha.
Na sexta-feira (20), antes de deixar o cargo de governador, Cláudio Castro (PL), promoveu uma ampla dança das cadeiras no governo estadual. Ao todo, 11 secretários deixaram seus cargos, entre eles o próprio Douglas Ruas (PL), apontado como aposta ao governo do Rio pelo pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), e Felipe Curi.
Anúncio da saída
Na quinta-feira (19), Curi anunciou sua saída da Secretaria de Polícia Civil para disputar uma vaga no Legislativo. A declaração foi feita durante um evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), realizado no Hotel Fairmont, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
O delegado Delmir da Silva Gouvea, que atuava como chefe de gabinete de Curi, assumirá o comando da secretaria.
Segundo Curi, a experiência na área de segurança pública mostrou que o enfrentamento à criminalidade exige mudanças na legislação federal, além da atuação das forças policiais.
Antes do evento, o secretário afirmou ainda que a Polícia Civil do Rio atua além de suas atribuições e destacou a necessidade de alterações nas leis para aumentar a eficácia no combate ao crime.
Ele também negou qualquer interferência política nas investigações que levaram à prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), durante a Operação Contenção Red Legacy, e afirmou que o trabalho da corporação é conduzido de forma isenta e imparcial.