Em reunião ampliada na cúpula do G7, na França, o presidente Lula (PT) declarou que ‘nunca foi de esquerda‘ enquanto conversava com o Chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. No comentário, Lula relembrou o passado sindical e buscou se aproximar da imagem de líder localizado no centro do eixo político.
O encontro do presidente com os líderes mundiais aconteceu na tarde desta terça-feira (16), na cidade francesa de Évian-les-Bains, apenas poucos dias após a reunião de Donald Trump com Emmanuel Macron.
Pouco antes da reunião começar, Lula, ao lado de um tradutor, trocou algumas palavras com figuras importantes do cenário global. Ao conversar com Friedrich Merz e Georgieva, o petista disparou que ‘o mundo é de centro’ e negou qualquer pretenção em parecer um político esquerdista.
“Nos Estados Unidos, os Republicanos ficaram mais no governo que os Democratas. Na França, os socialistas também ficaram bem menos tempo no governo. Isso prova que o mundo não é de esquerda. O mundo é do caminho do centro, do caminho do meio“, disse Lula.
A diretora do FMI rapidamente relembra o passado político do presidente, comentando sobre a imagem que Lula possuia quando se candidatou à presidência do Brasil pela primeira vez. O petista negou ter sido de esquerda algum dia.
“Mas eu nunca fui de esquerda. Eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, italiano e tinha uma boa relação com a UGT (União Geral dos Trabalhadores) da Espanha“, rebateu o presidente.
O presidente também aproveitou a oportunidade para criticar a ameaça dos Estados Unidos de impor um novo tarifaço de 25% ao Brasil. De acordo com o petista, a questão é um reflexo da relação de Trump com a família Bolsonaro e pediu que o norte-americano ‘não se meta nas eleições brasileiras’.