Fiscalização
Megaoperação derruba construções irregulares em Niterói
Espaço clandestino seria comercializado em Pendotiba

Uma ocupação irregular em área de preservação ambiental foi demolida, nesta quinta-feira (28), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A operação foi realizada pela prefeitura em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), e apoio da Polícia Militar.
A ocupação estava localizada na Estrada Guilhermina Bastos, no bairro Badu, na região de Pendotiba. A ação teve como objetivo coibir o recebimento clandestino de aterro e o parcelamento ilegal do solo.
Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas, a iniciativa faz parte de um plano permanente de fiscalização.
“A operação integra o plano de combate às ocupações irregulares, que busca garantir o cumprimento do Código de Posturas do Município e a preservação ambiental em Niterói”, afirmou.
Lote clandestino à venda
A operação foi coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes (Gecopav) e contou com a participação de diversas secretarias municipais, incluindo Urbanismo (SMU), Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smarhs), além da Subsecretaria de Operações (SSOP) e da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin). O trabalho teve ainda o apoio do 12º BPM e do programa Proeis, que reforçaram a segurança dos agentes.
No local, as equipes encontraram indícios de parcelamento clandestino, como o cercamento de lotes destinados à venda, além de uma construção em estágio inicial e três terrenos preparados para novas edificações, já com vigas de ferro e concreto. Também foram identificadas ligações irregulares de água e energia elétrica, além do aterramento de parte de um açude para preparação do solo. Todo o material foi demolido e retirado pelas equipes da Seconser e da Clin, incluindo uma caixa d’água que abasteceria a obra.
Em outro ponto da intervenção, duas construções irregulares foram derrubadas, e os responsáveis foram notificados pela Secretaria de Urbanismo. O Ministério Público informou que seguirá acompanhando o caso com novas fiscalizações até a completa restauração da ordem no local.


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