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Rio registra queda de 50% nas vendas de combustíveis

Redação | Publicado em:

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consumo do combustivel
O maior impacto vem se verificando nos postos localizados em áreas urbanas: nos que operam junto a rodovias, o baque não é tão grande. Foto: Divulgação



Donos de postos de combustíveis do interior do Estado do Rio de Janeiro estão muito apreensivos diante da queda em suas vendas, que em muitos casos já está em 50% ou mais, nas últimas semanas.



Com o avanço da pandemia do novo coronavírus acarretando a reclusão de boa parte da população em suas casas e a suspensão de serviços e atividades comerciais, o quadro tende a piorar para muitos empresários do setor. O maior impacto vem se verificando nos postos localizados em áreas urbanas: nos que operam junto a rodovias, o baque não é tão grande.



“Os donos de postos já vem trabalhando há muito tempo com margens extremamente apertadas, não possuindo reservas que permitam suportar um baque tão forte como o que está ocorrendo”, comenta Ronald Barroso do Couto, presidente do Sindestado-RJ, sindicato dos revendedores de combustíveis do Estado do Rio de Janeiro.



“Os governos federal e estadual já começam a fazer sua parte, adiando prazos e pagamentos, embora ainda haja muitas reivindicações para serem atendidas, mas para os postos falta a flexibilização por parte dos fornecedores, como as concessionárias de energia elétrica e, principalmente, as companhias distribuidoras de combustíveis. Sem uma substancial mudança de atitude por parte destas últimas, a quebradeira será geral”, alerta.



Em meio a esse cenário, um complicador adicional vem sendo a proibição, em muitos municípios, do funcionamento das lojas de conveniência dos postos, agravando a crise de faturamento.



“Nosso sindicato vem fazendo contato com as prefeituras onde surgem essas proibições, argumentando que as lojas de conveniência funcionam como pontos capilarizados de abastecimento, facilitando o acesso da população a gêneros alimentícios, bebidas e produtos de limpeza e perfumaria”, assinala Ronald.



“Também estamos solicitando medidas emergenciais às concessionárias de energia e, através da nossa federação, apresentamos uma lista de reivindicações às companhias distribuidoras, para que os donos de postos possam fazer face a este momento de extrema gravidade”, completa o presidente do sindicato.


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