O governador Cláudio Castro anunciou que a tarifa do metrô do Rio não será reajustada este ano e continuará em R$ 7,90. Para manter o valor, o governo estadual vai investir R$ 37 milhões por meio da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram).
A decisão foi tomada após a Agetransp homologar, em sessão regulatória, o reajuste para R$ 8,20, conforme previsto em contrato, aumento que não será aplicado.
“Manter a tarifa do metrô em R$ 7,90, mesmo diante das restrições orçamentárias, é uma decisão que coloca o interesse do passageiro em primeiro lugar e demonstra nosso compromisso com uma política tarifária responsável e sensível à realidade da população. Estamos falando de um serviço essencial para milhares de pessoas que dependem do transporte público. É um investimento do Estado para proteger o bolso do cidadão e assegurar mais dignidade no deslocamento diário”, destacou Cláudio Castro.
Os passageiros cadastrados no Bilhete Único Intermunicipal (BUI) continuarão pagando R$ 5 na Tarifa Social. O benefício, que venceria em abril, será renovado. A economia pode chegar a cerca de R$ 127 por mês, considerando 22 dias de deslocamento (ida e volta).
A secretária de Transporte, Priscila Sakalem, afirmou que a medida exigiu ajustes internos para evitar repasse ao usuário.
“A manutenção da tarifa é resultado de um esforço técnico e financeiro da Setram para equilibrar as contas sem repassar custos ao usuário. Sabemos que qualquer aumento afeta diretamente o orçamento das famílias. Vamos seguir trabalhando para buscar alternativas que reduzam impactos e assegurem equilíbrio entre sustentabilidade do sistema e justiça social”, concluiu.
Em vigor desde 2023, a Tarifa Social é destinada a quem tem entre 5 e 64 anos, ganho mensal até R$3.205,20 (conforme determinação judicial), além de possuir um cartão Riocard Mais habilitado no BUI e vinculado ao próprio CPF. Quem trabalha sem carteira assinada ou não possui renda também tem direito.