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Rio

Escolas afetadas por incêndio serão mantidas na Série Ouro

Redação | Publicado em:

Ricardo Cassiano / CBMERJ



Império Serrano, Unidos de Bangu e Unidos da Ponte, escolas de samba atingidas pelo incêndio desta quarta-feira (12) na Maximus Confecções, em Ramos, na Zona Norte do Rio, não serão rebaixadas da Série Ouro no carnaval de 2025.

A decisão foi tomada após reunião da Liga RJ, responsável pela organização dos desfiles do grupo de acesso, e anunciada no início da noite. A medida foi adotada diante dos prejuízos causados pelo incêndio, que destruiu fantasias e comprometeu o planejamento das agremiações.



A reunião, encerrada por volta das 19h30, definiu que as três escolas afetadas irão desfilar, mas não terão possibilidade de rebaixamento ou acesso ao Grupo Especial. As demais 13 escolas da Série Ouro seguem na disputa por uma vaga na elite do carnaval carioca, enquanto duas agremiações ainda poderão ser rebaixadas para a Série Prata.

O prefeito Eduardo Paes já havia antecipado a decisão antes do anúncio oficial. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou ter conversado com o presidente da Liga RJ, Hugo Júnior, e garantiu que as escolas afetadas não seriam rebaixadas.

Segundo Paes, caso as agremiações consigam se organizar para desfilar, serão consideradas hors concours, sem julgamento competitivo.



As escolas também discutiram um esforço coletivo para garantir que as três agremiações entrem na avenida com fantasias, mesmo que mais simples. Medida semelhante foi adotada em 2011, após um incêndio na Cidade do Samba que destruiu alegorias e adereços de escolas do Grupo Especial.

Veja a nota na íntegra

Tragédia

O incêndio atingiu a fábrica Maximus Confecções no início da manhã de quarta-feira. O local, um dos principais fornecedores de fantasias para escolas de samba das divisões de acesso, ficou completamente destruído.

Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas, sendo 10 em estado grave, a maioria com queimaduras nas vias aéreas devido à inalação de fumaça.

A 21ª DP (Bonsucesso) será responsável pela investigação das causas do incêndio. O Corpo de Bombeiros informou que a fábrica operava com documentação irregular. O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) também abrirá um inquérito para apurar as condições de trabalho no local.

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