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São Gonçalo

Sindicância investiga venda de Mounjaro dentro de hospital público de São Gonçalo

João Alves - Estagiário sob Supervisão | - Atualizado 3 semanas atrás

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Hospital Municipal Luiz Palmier, são gonçalo
Sindicância foi aberta no Hospital Municipal Luiz Palmier. Foto: Divulgção / Ascom SG

A Secretaria de Saúde de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, investiga denúncia de comercialização ilegal de Mounjaro (tirzepatida) dentro do Hospital Doutor Luiz Palmier, unidade municipal localizada no Centro, no coração da cidade. A acusada seria integrante da enfermagem do hospital, e se aproveita da função de liderança para aliciar funcionários e pacientes com a venda de canetas emagrecedoras.

De acordo com as denúncias, a mulher faz a prática criminosa abordando pacientes que foram recentemente anestesiados ou sedados, introduzindo o assunto sobre perda de peso e emagrecimento. A acusada, então, se aproveita do estado vulnerável das vítimas, gerado por conta da sedação médica, para oferecer o Mounjaro.

Os relatos apontam que a profissional atua sem autorização para prescrever qualquer medicação ou avaliação clínica antes da venda, se importando apenas em comercializar o produto.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que já investiga o caso para averiguar o esquema ilegal. A pasta acrescentou que o Comitê de Ética do hospital também já está ciente e participa da investigação.

O que é o Mounjaro?

O fármaco Tirzepatida, conhecido popularmente como Mounjaro, vem ganhando atenção pela alta eficácia no tratamento de perda de peso e diábetes tipo 2 em adultos. Segundo clínicas especializadas, o medicamento apresenta resultados de forma mais satisfatória em pacientes em comparação a Semaglutida (Ozempic).

No Brasil, a média de preço do Mounjaro fica em torno de R$1.400 e R$2.000, para dosagem mensal mais simples, de 2,5mg, tornando a prática de uso um custo caro. Doses maiores podem ultrapassar e até dobrar esse valor.

A comercialização de canetas emagrecedoras, no entanto, é proibida por lei, sem prescrição médica, após a Anvisa aprovar em abril do ano passado um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação dos medicamentos agonistas GLP-1, também conhecidos como ‘canetas emagrecedoras’. A categoria inclui os medicamentos semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida. 

Com a decisão, a prescrição passou a ser feita em duas vias, e a venda só pode ocorrer com a retenção da receita na farmácia ou drogaria, assim como acontece com os antibióticos.

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João Alves - Estagiário sob Supervisão