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Segurança Pública

Brigadeirão envenenado: suspeita se entrega à polícia e é presa

Redação | Publicado em:

Reprodução



Se entregou à polícia, na noite desta terça-feira (4), a principal suspeita de envenenar e matar o namorado no apartamento da vítima, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Júlia Andrade Carthemol prestou depoimento na 25ª DP (Engenho Novo), no dia 22 de maio. Desde então, ela era considerada foragida.

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A Polícia Civil acredita que Júlia tenha recebido ajuda para se esconder na Região dos Lagos. Nesta terça, a advogada dela confirmou que a suspeita se entregaria.

A mãe e o padrasto de Júlia, Carla Cathermol e Marino Leandro, prestaram depoimento também na noite desta terça. Os dois foram ouvidos em salas separadas.

O crime

O empresário Luiz Ormond foi encontrado morto em seu apartamento no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, na noite do dia 20 de maio. O cadáver foi encontrado em estado avançado de decomposição. Após laudos cadavéricos, foi comprovado que Luiz Marcelo morreu ao menos três dias antes, última vez que foi visto em seu prédio, junto de Jú

Durante o inquérito, no dia 22 de maio, Júlia prestou depoimento à polícia, alegando ter sido agredida por Luiz antes de sua morte. Ela também mencionou um pagamento feito pelo empresário, de R$ 2,6 mil, a um agiota, supostamente para protegê-la de ameaças.

Devido às acusações de agressões, Júlia foi encaminhada para o Instituto Médico Legal para fazer um exame de corpo de delito. O laudo constatou um ferimento no braço esquerdo, mas a polícia descartou que tenha sido Marcelo, já que no dia da suposta agressão, ele já estava morto.

Quando foi prestar o depoimento à Polícia Civil, no dia 22, a hipótese de homicídio ainda não estava confirmada, por isso a mulher foi liberada. A autoria do crime foi sendo cogitada após serem apresentadas contradições entre os fatos noticiados pela suspeita e os demais elementos reunidos.

Posteriormente, surgiram detalhes sobre o relacionamento entre Júlia e Luiz, incluindo a pressão exercida por ela para que o empresário alterasse documentos em seu favor. Além disso, relatos de familiares indicavam que Luiz estava sob efeito de substâncias nos dias que antecederam sua morte, mesmo sem ser conhecido por consumir álcool ou drogas.

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