A pesquisa eleitoral divulgada pela Atlas/ Bloomberg, nesta quarta-feira (25), mostra, pela primeira vez, um empate nas intenções de voto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), ambos com 46%. Atual presidente do Brasil, Lula enfrentará mais uma eleição acirrada, caso a desaprovação do governo continue em alta.
Nas pesquisas, 4.986 brasileiros foram ouvidos. Segundo a AtlasIntel, Flávio ainda aparece um décimo a frente de Lula, com 46,3 contra 46,2, pontuação que é desconsiderada pela margem de erro de 1 ponto. Desde o início do ano, Lula vem perdendo pontos na disputa contra Flávio. No último mês, em pesquisa feita pela Quaest, o presidente aparecia com cinco pontos de diferença de Flávio, cenário que já mudou.
De acordo com o a agência, a crescente de Flávio se dá pelo constante aumento na desaprovação do Governo Lula, que cresce ou se mantém na mesma porcentagem há meses, e pela declaração de apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confira alguns dos cenários:
| Cenário 1 | Flávio Bolsonaro – 46,3% | Lula – 46,2% |
| Cenário 2 | Michelle Bolsonaro – 44,7% | Lula – 47,5% |
| Cenário 3 | Jair Bolsonaro – 45,4% | Lula – 47,3% |
| Cenário 4 | Tarcísio de Freitas – 47,1% | Lula – 45,9% |
| Cenário 5 | Romeu Zema – 41,7% | Lula – 46% |
| Cenário 6 | Ronaldo Caiado – 37,6% | Lula – 45,7% |
| Cenário 7 | Ratinho Jr. – 39% | Lula – 45,5% |
| Cenário 8 | Eduardo Leite – 24,5% | Lula – 45,2% |
Candidato surpresa nas pesquisas
Como mostra a tabela, apenas um candidato derrota, de fato, o presidente Lula já considerando a margem de erro da pesquisa: Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador de São Paulo aparece com 47,1% das intenções de voto, em um possível segundo turno, contra os 45,9% do petista.
Tarcísio também carrega o feito de ser, entre os cenários mais prováveis das eleições, o candidato com menor taxa de desaprovação da população brasileira, enquanto Lula e Flávio disputam a liderança neste quesito. Apesar da surpresa, Tarcísio já confirmou que não pretende disputar as eleições, e que dedicará apoio a Flávio Bolsonaro, decisão que pode mudar a qualquer momento até outubro.