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Brasil & Mundo

Relatório de 2025 aponta onda de Fake News sobre política

Redação | Publicado em:

Pesquisa aponta uso indevido de IA para fabricar fake news de políticos
Pesquisas mostram que a prática triplicou. Foto: Reprodução/ Freepik

Uma pesquisa divulgada pelo Observatório Lupa, publicada nesta quinta-feira (5), mostra que as Fake News, conteúdo de informação falsa, sobre políticos triplicaram entre 2024 e 2025 no Brasil. Os números levantados pelo órgão revelam o uso cada vez mais comum da Inteligência Artificial (IA).

O crescimento no ano passado foi de 308%. De acordo com a pesquisa, os conteúdos classificados como deepfakes – quando a IA altera um rosto humano – saltaram de apenas 39 publicações em 2024, para 159 no ano passado, o que mostra uma mudança séria no perfil de desinformação nacional.

A agência também identificou que mais de 75% dos conteúdos feitos por IA no último ano utilizavam a imagem ou voz de pessoas públicas conhecidas, sendo os principais o presidente Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A migração da Fake News para outras redes

O Observatório Lupa também aponta o rumo que a evolução da Inteligência Artifial está tomando no Brasil. Em 2024, a IA era utilizada, principalmente, para a aplicação de golpes, onde os criminosos se utilizavam da tecnologia para produzir vídeos falsos e promover plataformas fraudulentas. Já em 2025, IA passou a ser utilizada como estratégia política, onde quase 50% dos conteúdos gerados pela Inteligência apresentaram viés ideológico.

Um dado relevante conta que as plataformas utilizadas mudaram. O uso do WhatsApp como principal meio de propagação das notícias falsas caiu de quase 90% em 2024 para 46% em 2025. Segundo o órgão de pesquisa, a redução não indica uma diminuição do compartilhamento do conteúdo falso, mas sim uma migração entre as redes sociais.

Além de plataformas tradicionais, que ficaram marcadas em 2024 pela divulgação de Fake News, como Facebook, Instagram, WhatsApp e X, a circulação de conteúdo falso e mentiroso também ganhou espaço em redes de vídeos curtos, os chamados ‘shorts’, como Kwai e TikTok.

Via EBC

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