A higiene bucal virou uma das armas usadas por hospitais estaduais de São Gonçalo e Itaboraí para evitar complicações em pacientes internados. Nos últimos seis meses, as equipes de odontologia do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, e do Hospital Estadual João Batista Cáffaro, em Itaboraí, realizaram mais de 12 mil atendimentos.
O trabalho é feito principalmente nos Centros de Tratamento Intensivo (CTIs), onde estão os pacientes em estado mais grave. Segundo os profissionais, os cuidados com a boca ajudam a reduzir o risco de pneumonia hospitalar e outras infecções respiratórias, que podem prolongar a internação.
Ao todo, as duas unidades possuem 115 leitos de tratamento intensivo. Diariamente, cirurgiões-dentistas e especialistas em cirurgia bucomaxilofacial circulam pelos setores para avaliar os pacientes e definir os cuidados necessários.
Antes dos procedimentos, os profissionais conversam com integrantes das equipes de enfermagem, médicos, fisioterapeutas e assistentes sociais para entender as condições de cada pessoa internada.
Cuidado diário
Nos casos mais graves, a limpeza da boca é realizada com frequência. Já pacientes em condições menos delicadas recebem atendimento odontológico principalmente quando há alguma necessidade ou situação emergencial.
Além da higienização convencional, feita com gaze e antissépticos, os profissionais passaram a utilizar laserterapia em casos de infecções mais severas na boca, inclusive problemas relacionados ao processo de intubação.
Segundo William Chaia, coordenador de odontologia das unidades, o atendimento faz parte de uma estratégia conjunta para reduzir infecções e melhorar a recuperação dos pacientes.
Os cirurgiões bucomaxilofaciais também atuam no atendimento de urgência do Centro de Trauma do Heat. Nos últimos seis meses, o setor registrou mais de 5 mil procedimentos de diferentes especialidades.
O Hospital Alberto Torres é referência em urgência e emergência para vítimas de traumas múltiplos. Já o João Batista Cáffaro funciona como unidade de retaguarda do Estado, recebendo pacientes que precisam concluir tratamentos, aguardam transferência para hospitais de referência ou necessitam de cuidados em CTI.