O ator norte-americano Robert Duvall morreu no domingo (15), aos 95 anos, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada publicamente no dia seguinte, encerrando uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ao teatro e ao cinema.
A morte foi comunicada pela esposa, Luciana Duvall, em uma publicação nas redes sociais na segunda-feira (16). A causa não foi informada. Na mensagem, ela afirmou que o ator “faleceu em casa, em paz, cercado de amor e conforto” e destacou a entrega dele ao trabalho ao longo da carreira. “Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou por completo aos personagens”, escreveu.
Com uma trajetória iniciada nos palcos teatrais na década de 1950, Duvall atravessou gerações como um dos intérpretes mais respeitados de Hollywood. A estreia no cinema ocorreu em 1962, quando interpretou Boo Radley na adaptação de “O Sol é para Todos”, papel que marcou o início de uma carreira extensa e diversa.
Ao longo dos anos, o ator integrou produções consideradas referências da cinematografia norte-americana, como a trilogia de “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now”, “Rede de Intrigas” e “Bravura Indômita”. Em diferentes gêneros, construiu personagens que se destacaram pela intensidade dramática e pela abordagem realista.
Reconhecido pela indústria, Duvall recebeu sete indicações ao Oscar ao longo da carreira, conquistando a estatueta em 1983 por sua atuação em “A Força do Carinho”. Também acumulou indicações ao Globo de Ouro, premiação na qual venceu quatro vezes.
O último trabalho do ator foi uma participação no suspense “O Pálido Olho Azul”, lançado em 2022. Sua despedida das telas havia ocorrido anos antes, com destaque também para o drama “O Juiz”, que lhe rendeu novas indicações a prêmios.
Considerado um dos grandes nomes da interpretação no cinema contemporâneo, Robert Duvall deixa um legado associado a personagens emblemáticos e a uma carreira contínua que atravessou mais de seis décadas na indústria audiovisual.