O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), foi convocado, nesta terça-feira (31), para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Na comissão, o ex-governador, que teve o mandato cassado recentemente, terá de esclarecer temas como lavagem de dinheiro e narcomilícia.
No pedido, o relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que o depoimento de Castro é “indispensável” para a comissão, que pretende compreender falhas institucionais no combate à lavagem de dinheiro. Em declaração, Vieira chamou o estado do Rio de “laboratório” do crime organizado.
“A outrora nítida divisão entre facções ligadas ao narcotráfico e grupos milicianos deu lugar a uma simbiose criminosa, frequentemente denominada narcomilícia”, afirmou o senador.
Além de Castro
Além do ex-governador, a CPI também aprovou a convocação do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que não compareceu à comissão na primeira vez em que foi chamado.
Sobre Ibaneis, o colegiado pretende ganhar respostas sobre as atividades que o ex-governador praticava no escritório de advocacia e decisões suspeitas tomadas durantes a gestão do Governo do DF.
Já Roberto Campos Neto será questionado sobre práticas institucionais do Banco Central, no objetivo de combater crimes financeiros. Na fala do relator, Alessandro Vieira, o ex-presidente do BC foi declarado como “testemunha qualificada”.
Via EBC
Renúncia e mandato cassado
Cláudio Castro (PL-RJ), que permaneceu na liderança do Governo do Rio por dois mandatos – o primeiro, Interino, assumido com o impeachment de Wilson Witzel, e o segundo, em 2022, com a releição – renunciou ao cargo, no dia 23 de março.
Pouco tempo depois, o Tribunal de Justiça Eleitoral (TSE) condenou Castro, tornando o parlamentar inelegível por 8 anos.

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