Um professor do Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, no bairro de São Lourenço, na Zona Norte de Niterói, foi afastado de suas funções nesta segunda-feira (16) após estudantes relatarem episódios de assédio dentro da unidade de ensino.
As denúncias chegaram à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), que informou ter aberto “uma sindicância para investigar a conduta do servidor e de outros funcionários eventualmente envolvidos no caso”, que também serão apurados por possível omissão da diretoria diante dos relatos. De acordo com a Seeduc, “foi determinado o afastamento do professor enquanto o processo administrativo estiver em andamento”.
Segundo relatos de alunas, situações consideradas constrangedoras teriam ocorrido ao longo das aulas e nos corredores da escola. As estudantes afirmam que o professor fazia comentários e brincadeiras interpretadas por elas como de duplo sentido, além de manter comportamentos que provocavam desconforto, como olhares e atitudes consideradas inadequadas. Uma amiga de uma das vítimas relatou ao ENFOCO que episódios já vêm acontecendo desde 2025.
As estudantes afirmam que levaram as situações à direção da escola em busca de providências. Segundo os relatos, elas esperavam acolhimento e uma apuração dos fatos, mas dizem que não houve medidas imediatas. De acordo com as alunas, ao relatarem os episódios, algumas teriam ouvido que estariam exagerando ou sendo “chatas” e que não seria possível tomar providências naquele momento, o que gerou insatisfação entre as estudantes.
As alunas também destacam que permanecem grande parte do dia dentro da escola por causa do regime de ensino integral, o que, segundo elas, aumenta a necessidade de um ambiente considerado seguro para os estudantes.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que iniciou a apuração dos fatos após tomar conhecimento das denúncias. A pasta afirmou que uma sindicância foi aberta para verificar a conduta dos servidores envolvidos e que o professor permanecerá afastado da unidade até a conclusão do processo.
A Seeduc também declarou que “repudia qualquer forma de assédio e reiterou o compromisso com a manutenção de um ambiente de respeito na relação entre profissionais da rede estadual e alunos”.